quarta-feira, 16 de junho de 2010
Ponto
Ponto final, ponto final, ponto final. E não pense que a repetição dos pontos finais significa reticências. Não me venha com ponto e vírgula, nem vírgula, muito menos com travessão. Não quero dialogar. Ponto final. E ponto.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Do Nada ao Tudo - O fascínio do fechamento
Pela primeira vez na minha vida jornalística, tive de pensar e fechar um jornal sem poder focar, de forma direta e factual, o assunto do dia, da semana, do mês. Em São Paulo, no Brasil, no Mundo. As vuvuzelas fazendo barulho na janela de casa, no meu ouvido, na minha cabeça, todos à minha volta dançando ao ritmo da vuvuzela, e eu junto com a minha equipe, tendo de fazer um jornal inteirinho contornando e dando voltas em torno da Copa do Mundo, sem poder ir direto ao ponto, sem poder chutar direto pro gol. Sem poder mostrar a goleada da Alemanha, ou os gols pífios da Itália e do Paraguai. E agora? Como fechar um jornal sem poder mergulhar na notícia do dia? Repeti essa pergunta inúmeras vezes ao longo de alguns dias, pra mim mesma, pra minha cabeça, pro meu sangue de jornalista.
Mas, de repente, entra em cena um dos lados mais fascinantes do jornalismo e do trabalho diário na redação: alguns fatos já existem, outros fatos surgem. E assim, do nada, os fatos novos, curiosos, intrigantes, foram surgindo. Já que não temos muito o que fazer com o grande fato, que já existe, vamos dar corda e enxergar os vários lados dos fatos que foram aparecendo. E assim, de descoberta em descoberta, de informação em informação, de notícia em notícia, o jornal foi desenhado. Com apurações e dados concisos, enfoques criativos, imagens buriladas e escolhidas literalmente a dedo.
E o jornal foi ao ar com todas as informações que realmente interessavam sobre a Copa do Mundo. Não faltou nada. E com outras, que só nós demos. Foi tudo uma questão de abordagem diferente, de um outro olhar sobre a notícia.
Esse é o fascínio do trabalho diário na redação. No início do dia, não há nada. No final do dia, há tudo.
Mas, de repente, entra em cena um dos lados mais fascinantes do jornalismo e do trabalho diário na redação: alguns fatos já existem, outros fatos surgem. E assim, do nada, os fatos novos, curiosos, intrigantes, foram surgindo. Já que não temos muito o que fazer com o grande fato, que já existe, vamos dar corda e enxergar os vários lados dos fatos que foram aparecendo. E assim, de descoberta em descoberta, de informação em informação, de notícia em notícia, o jornal foi desenhado. Com apurações e dados concisos, enfoques criativos, imagens buriladas e escolhidas literalmente a dedo.
E o jornal foi ao ar com todas as informações que realmente interessavam sobre a Copa do Mundo. Não faltou nada. E com outras, que só nós demos. Foi tudo uma questão de abordagem diferente, de um outro olhar sobre a notícia.
Esse é o fascínio do trabalho diário na redação. No início do dia, não há nada. No final do dia, há tudo.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Eu queria ter escrito esse texto!
O post abaixo é do blog "Escrivinhador", do jornalista e amigo Rodrigo Vianna: http://www.rodrigovianna.com.br/
Humor inteligentíssimo, de quem sabe muito bem o que diz!
Acompanhar a velha imprensa brasileira é sempre uma forma de melhorar o humor. Muitos jornalistas se dedicam à comédia, mas quase sempre de forma involuntária.
Primeiro foi o comentário de um "analista econômico" no "Jornal da Globo", a alertar contra os perigos do crescimento econômico. PIB em alta é um perigo! Pra quem? Pra Globo, que vai perder a eleição abraçada ao Serra. He, he. Eles se superam. Vejam aqui o que o Azenha publicou sobre isso - http://www.viomundo.com.br/humor/pib-de-9-surto-demonstra-que-economia-do-brasil-esta-doente.html.
Agora, mais um pouco de humor. A "Folha" publica um "erramos" imperdível. Vejam:
Diferentemente do publicado em "Dilma diz que antes de Lula Brasil estava 'funhanhado'" (Poder - 08/06/2010-12h02) o valor do empréstimo internacional adquirido na época do governo FHC foi de US$ 38 bilhões e não de US$ 38 milhões. A petista também disse "funhanhado" e não "afunhunhado". O texto foi corrigido.
O jornal errou por uns bilhõezinhos de dólares. Mas achou um jeito de disfarçar o erro, corrigindo uma informação fundamental para o Brasil e o Mundo: Dilma disse "funhanhado", e não "afunhunhado".
Ah, bom. Que susto!
Agora, posso dormir tranquilo na África do Sul.
Só uma pergunta: FHC deixou o Brasil "funhanhado" ou quebrado?
Humor inteligentíssimo, de quem sabe muito bem o que diz!
Acompanhar a velha imprensa brasileira é sempre uma forma de melhorar o humor. Muitos jornalistas se dedicam à comédia, mas quase sempre de forma involuntária.
Primeiro foi o comentário de um "analista econômico" no "Jornal da Globo", a alertar contra os perigos do crescimento econômico. PIB em alta é um perigo! Pra quem? Pra Globo, que vai perder a eleição abraçada ao Serra. He, he. Eles se superam. Vejam aqui o que o Azenha publicou sobre isso - http://www.viomundo.com.br/humor/pib-de-9-surto-demonstra-que-economia-do-brasil-esta-doente.html.
Agora, mais um pouco de humor. A "Folha" publica um "erramos" imperdível. Vejam:
Diferentemente do publicado em "Dilma diz que antes de Lula Brasil estava 'funhanhado'" (Poder - 08/06/2010-12h02) o valor do empréstimo internacional adquirido na época do governo FHC foi de US$ 38 bilhões e não de US$ 38 milhões. A petista também disse "funhanhado" e não "afunhunhado". O texto foi corrigido.
O jornal errou por uns bilhõezinhos de dólares. Mas achou um jeito de disfarçar o erro, corrigindo uma informação fundamental para o Brasil e o Mundo: Dilma disse "funhanhado", e não "afunhunhado".
Ah, bom. Que susto!
Agora, posso dormir tranquilo na África do Sul.
Só uma pergunta: FHC deixou o Brasil "funhanhado" ou quebrado?
terça-feira, 8 de junho de 2010
Em silêncio
Coração apertado. Olhar perdido. Afastamento compulsório. Se pudesse escolher, ela o deixaria por perto pra sempre. Mas não podia. A escolha não era dela. Então, tinha de se afastar. Ele estava indo embora. Pra outra vida, pra outro lugar, pra outra história. Era o adeus agudo. A dor aguda. A separação aguda. E silenciosa. Mas mesmo com o coração apertado, o olhar perdido, o afastamento compulsório, ela não se permitia chorar. Agüentaria o tranco. Em silêncio. Porque sabia que ia passar.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Pra você guardei o amor
Letra e música perfeitas! Lindo, lindo, lindo! Amo, amo, amo o Nando Reis! Todo mundo tem que ler essa letra e ouvir a melodia na voz do Nando Reis...
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Pessoas com cores e sobe-sons
Eu estava na redação, na correria de mais uma tarde frenética. Daquelas. Tocou o celular. Do outro lado da linha, Desirée Brant, a moça do tempo, a melhor meteorologista que conheço. Empenhada, competente, interessada. E empolgada. Sempre, sempre muito empolgada. Adivinha só? "Eu fui ao lançamento do livro do Paulo Galvão"! Jura?? Sim, ela jurou. Estava demais, sucesso absoluto, cheio de gente. Jornalistas, amigos, colegas, ouvintes, fãs. Fiquei feliz por ele, por ela, triste por mim novamente, pela minha ausência, mas a tristeza passou - de novo. Afinal - de novo - não foi a primeira vez que perdi um evento imperdível. E veio a alegria, a satisfação, a empolgação por estar falando (assim mesmo, no gerúndio), naquele exato momento conturbado, cheio de cortes secos, com uma pessoa tão querida, tão alto-astral, tão amiga. Mesmo sendo bem rápido, afinal, eu estava no meio do fechamento. Ela quis imaginar qual seria o tamanho do escândalo que faríamos caso nos encontrássemos lá. Sim, porque a Desirée, assim como eu, não consegue conter qualquer tipo de alegria, nem que seja por um segundo. Acho que também por isso gosto tanto dela.
Sempre tive dificuldade para lidar com pessoas muito contidas. Muito racionais. Ou meio mornas. É que gosto de gente. De gente que fala, que ri, que chora, que briga, que abraça, que olha nos olhos, que enfrenta, que consola. Que se preocupa. A verdade é que adoro um drama. Adoro a mistura inexistente, inusitada e até improvável de Shakespeare com Jorge Amado. De Gabriel García Márquez com Lygia Fagundes Telles. Magia, relacionamento, mistura de gente, intensidade, teatro, platéia. Descobri muito cedo que é bem mais fácil viver assim. De verdade. E gosto das pessoas assim. Que se emocionam, vibram e fazem barulho.
Aliás, no paralelo que sempre faço entre a vida e a TV: é muito mais gostoso assistir a um VT cheio de imagens coloridas, edição repleta de efeitos, sonoras fortes e sobe-sons, muitos sobe-sons. VTs assim atraem mais as pessoas. Pessoas assim atraem mais as pessoas.
(Ah, voltando à minha prima Desirée, prometemos que vamos nos encontrar em breve. Só precisamos, adivinha...encontrar um tempinho.)
terça-feira, 1 de junho de 2010
Ou lá, ou cá. Não tem jeito
Na correria do dia-a-dia jornalístico e televisivo, a adrenalina é boa, mas muitas coisas também boas acabam ficando pra trás. Hoje um velho amigo lança um livro, na Saraiva do Shopping Ibirapuera e eu, mais uma vez, estarei ausente. Ou melhor, não estarei. Adoraria passar lá, encontrá-lo, conversar, pegar autógrafo, perguntar da vida, do trabalho na Band, do casamento, das filhas, das madrugadas na redação, etc, etc, etc. Mas...fica pra próxima.
E assim vou seguindo a vida de jornalista de jornal de fim de noite: deixando muitos encontros e reencontros pra próxima. Que fique bem claro que isso não é uma reclamação. Adoro o que faço, me realizo e me divirto na redação, no jornal, nas ilhas, no switcher. Tenho certeza de que não sei mesmo fazer outra coisa e que muitos dos momentos mais felizes que passei na vida foram exatamente nesse ambiente jornalístico-televisivo. Mas, voltando: é uma constatação. É a prova, a certeza, de que não podemos mesmo ter tudo. Por mais que a gente tente, corra, se duplique, se multiplique, crie multifacetas e estratégias mil, não podemos ter tudo. Ou estamos fechando jornal, para levar o telespectador pra cama bem informado, ou estamos no lançamento do livro do grande amigo.
Ainda bem que ele entende. Ele também é jornalista.
Boa sorte, querido amigo Paulo Galvão, um dos colegas mais companheiros e éticos que já tive.
Assim que tiver tempo, vou comprar seu livro e, quem sabe, a gente marca um almoço, ou um café rápido pra você autografar.
Agora deixa eu correr, que já estou atrasada.
Assinar:
Postagens (Atom)