quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O retorno! - parte 3

Cheguei em Brasília e voltei para o blog. A vida é assim: quando chegam coisas novas, temos saudades das coisas velhas. Parece que recuperamos a segurança quando retornamos a antigas tarefas, antigos lugares e reencontramos antigas pessoas.
Mas é claro que junto com a saudade e com a insegurança, chegam a novidade, a ansiedade, a vontade de conhecer lugares novos, pessoas novas, desenvolver um trabalho novo e trilhar caminhos novos. O "Novo" é sempre fascinante. E esse contraste entre o novo e o antigo é instigante, empolgante e encantador. E desafiador.
Amedronta, mas dá força. Uma força incrível e até desconhecida por mim mesma. Uma força que tem de ser minha e de mais ninguém. Porque estou sozinha, distante dos amigos, da família, dos ombros amigos, dos colos... De conhecido, só o Vargas Llosa. E a Tia Julia e o Escrevinhador. Queria ter trazido também o Gabriel García Márquez, mas acabei me esquecendo. O stress da mudança estava tamanho, que me esqueci de várias coisas... Mas faz parte.
Agora, à minha frente, o desconhecido. E muito, muito, muito trabalho. O frio na barriga a cada momento e o telefone, pra gritar a atenção dos filhos e dos amigos quando a coisa aperta.
Mas é sempre melhor assim! É o preço que paga quem não consegue ficar quieta num canto!

domingo, 26 de setembro de 2010

O retorno - Parte 2

Depois de um breve - ou longo, depende do ponto de vista - período de paralisação criativa, voltei. Depois de uma fase de estiagem de idéias, sem que eu esperasse, elas resolveram brotar. Ainda bem que as idéias são assim: vão e voltam quando bem entendem. Têm vida própria, sem depender do nosso potencial para plantá-las... Porque se dependessem, certamente ainda estariam enterradas, ou congeladas.

Isso porque atravesso uma fase árida de criatividade ou de bucolismo. E mesmo de espírito crítico, que possa resultar num texto mais concreto, analítico, ou jornalístico. Atravesso uma fase de textos editados e meramente factuais, com poucas linhas, amarrados, simplesmente descritivos e resultados de modelos prontos. Uma fase quase-praticamente feita de lugares-comuns, frases feitas e chavões.

É triste. E preocupante. E sufocante.

Mas ainda bem que as idéias, a criatividade e a vontade de escrever não me abandonam. Mesmo em fases assim. Ainda bem que elas são leais a mim.

Isso me mantém viva!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O doce mais doce do mundo!

Como pode existir uma pessoa tão doce? Um doce que não enjôa. Um doce que vicia. Um doce-melado-que-gruda. Que não engorda. E deixa o coração leve!...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Adoro um amor inventado

Amor inventado, amor temperado, amor diferente, amor exclusivo, amor exagerado. Se não for assim, não tem graça. Não toca, o coração não dispara, os olhos não brilham, a respiração não falta. Se não for assim, não é de verdade. As palavras não fluem, a poesia não nasce, a chuva não inspira, o sol não alegra, as lágrimas não dóem, o sorriso não ilumina.
Amores inventados são sempre inéditos. Todos os dias, em todos os momentos. Com a mesma pessoa. Que é uma pessoa diversa. A cada beijo, a cada som, a cada declaração de amor...inventado.
Viva o amor inventado. Exagerado. Tranqüilo. Com sabor de fruta mordida. De codinome Beija-flor. Sim, vou sempre encher a sua bola com todo o meu amor!...

(Obrigada pelos versos sinceros que você nos deu de presente, Cazuza.)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Momentos

Café fresquinho, cheirinho de manhã gostosa de inverno com sol. Banho quente. Festa de cãozinho de estimação. Beijo de filho. Companhia de filha. Música gostosa. Comentários engraçados. Trânsito leve de férias. Risadas. Rua arborizada. Matrícula no francês. Passeio com filha. Capuccino com filha. Almoço cheio de histórias do avô de noventa anos. Biscoitos, chocolates, frutas. Volta pra casa. Jornal. Batom, perfume, salto. TV. Colegas brilhantes. Divertidos. Café com amigo. Idéias, idéias, idéias. Jornal redondo. Soninho. Casa. Banho. Cama. Dia perfeito!...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

De olhos bem abertos!

É incrível como alguns políticos são tão caras-de-pau, mas tão caras-de-pau, que nos deixam quase sem palavras. Também é incrível como alguns políticos ainda usam formas tão antigas, mas tão antigas de se comunicar e ainda convencem.
Sobre o primeiro caso, assistia a uma entrevista de um desses tipos numa noite dessas, num programa de muita qualidade na TV aberta, comandado por um dos melhores jornalistas do País na minha suspeita opinião. O político em questão falava de forma cínica, sorrindo a todo momento, como se "tirasse um sarro" não só do entrevistador, mas de todos nós, que acompanhávamos a conversa.
Fez tantas declarações falsas, sem conteúdo algum e inacreditáveis, que chegou a me deixar constrangida por ele. Embora ele mesmo não demonstrasse nenhum constrangimento. Entre outras coisas, fez comentários até mesmo desrespeitosos sobre o presidente da República. Disse que Lula é um animador de auditório e que o Bolsa Família não foi criado no atual governo. Outra: nos últimos quinze anos, as condições de vida da população brasileira estiveram melhores num outro momento, não no atual. Tudo isso, sempre sorrindo, sorrindo muito. Estranho.
Mas o mais estranho, o mais estranho mesmo é o fato de esse senhor ser senador, ter um grande espaço num grande partido e, ainda por cima, por muito pouco, quase ter sido candidato a um importante cargo executivo no País. Não tão importante quanto o Senado, é claro. Vamos abrir os olhos! Foi dada a largada para a campanha eleitoral!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Felicidade de jornalista

Hoje foi mais um dia daqueles em que eu fui pra TV feliz, leve, com a sensação de que tudo na minha vida dá certo e com a certeza de que sou feliz. Simples assim...
E é claro que todo esse sentimento positivo tem os seus motivos.
Um deles foi o fato de ontem eu ter feito um dos melhores jornais da minha vida. Sabe quando tudo, absolutamente tudo, fica do jeito que você imaginou? As notícias, as imagens, os textos. Cada palavra certa no lugar certo. Cada trilha certa no trecho exato do VT. Até as cores pareciam estar mais vivas! Jornal redondo. Amarrado. Destes que a gente começa a ver e não quer mais parar.
O melhor de tudo é perceber que o trabalho bem feito é resultado do esforço, do entrosamento, do entendimento de toda uma equipe comprometida, competente, que joga a favor. E que comemora a cada gol, a cada ponto de audiência.
Terminou o jornal, cheguei em casa, tive uma recepção calorosa e cheia de carinho. Dormi deliciosamente. Acordei, li os jornais, assisti ao jogo, a alguns telejornais. Segui pra TV ouvindo os noticiários de rádio que tanto gosto: ágeis, completos, repletos de notícias.
Cheguei à redação cheia de idéias, encontrei a equipe, que também estava cheia de idéias. Sentei na frente do computador satisfeita, criativa, feliz. Simples assim...